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O impacto da modernização da frota pesada nos prazos de infraestrutura

O cumprimento de prazos em grandes obras de infraestrutura depende fundamentalmente do desempenho do maquinário alocado no campo. Atenta à necessidade de dar tração a operações massivas, a indústria de equipamentos pesados continua evoluindo suas linhas de produção nacionais. Um exemplo recente dessa movimentação é a introdução das novas carregadeiras L150 e L180, montadas diretamente no polo industrial de Pederneiras, no interior de São Paulo.

Projetadas para suportar rotinas intensas, essas máquinas pesadas na construção civil chegam para atender um espectro diversificado de tarefas. Seu campo de ação vai desde a extração agressiva em pedreiras e movimentação de agregados em portos, até a terraplenagem em loteamentos residenciais e o manejo de materiais no setor de reciclagem.

A força bruta aliada ao controle de dados

Com pesos operacionais que chegam a 25 e 28 toneladas, a L150 e a L180 carregam, respectivamente, propulsores de 303 hp e 340 hp. No entanto, segundo Rafael Nieweglowski, diretor comercial da montadora responsável, a mera força mecânica dos motores de 13 litros não é suficiente no contexto atual do mercado. O grande salto reside na inteligência embarcada que orquestra essa potência.

O sistema de transmissão, agora em uma geração atualizada, foi desenhado para mitigar a perda de energia durante as operações. Uma das novidades é a capacidade de realizar a troca de marchas com o diferencial bloqueado. Para as construtoras, isso se reflete em respostas de aceleração mais diretas e num declínio perceptível na queima de combustível diesel, barateando os custos fixos por hora trabalhada.

Acelerando as etapas do canteiro

Em projetos de mineração ou de rodovias, cada segundo gasto para carregar e descarregar um caminhão afeta o balanço financeiro da empreitada. Guilherme Ferreira, líder em gestão de produtividade da marca, destaca que os gargalos de tempo de ciclo foram os principais focos dessa atualização de engenharia.

Para conferir maior rapidez aos movimentos do braço mecânico, o fluxo das bombas hidráulicas foi redimensionado. Ao aliar essa vazão superior com automações nativas — como a tecnologia de tração ajustável e o enchimento inteligente da caçamba — o operador minimiza os movimentos em falso. Dessa forma, as máquinas pesadas na construção civil conseguem despachar mais toneladas de material por turno, mitigando atrasos cronológicos e conferindo maior margem de rentabilidade aos empreiteiros.

Fonte: Construa Negócios