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Indústria regional sustenta avanço de abril

A indústria regional ajudou a sustentar o avanço nacional de 0,7% da produção industrial em abril. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional do IBGE, 10 dos 15 locais pesquisados cresceram frente a março, na série com ajuste sazonal.

As maiores altas vieram de Bahia, com 3%; Ceará, com 2,3%; Espírito Santo, com 2,1%; e Minas Gerais, também com 2,1%. Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro, Região Nordeste, São Paulo e Paraná completaram a lista de resultados positivos.

Indústria regional tem avanço espalhado

O desempenho de abril mostra uma melhora disseminada, mas ainda desigual entre os parques industriais. Enquanto dez locais avançaram, cinco registraram queda na comparação mensal.

As retrações mais intensas ocorreram em Mato Grosso, com baixa de 5,2%; Pará, com queda de 5%; e Pernambuco, com recuo de 3,6%. Rio Grande do Sul e Amazonas também ficaram no campo negativo.

De acordo com a análise do IBGE, São Paulo foi a principal influência positiva no resultado nacional. O estado ficou 0,8% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 21% abaixo do pico histórico de março de 2011.

Petróleo e extrativas ganham protagonismo

Setores ligados a petróleo, derivados e indústrias extrativas tiveram peso relevante nos resultados positivos de abril. Em São Paulo, derivados de petróleo e extrativas contribuíram para o movimento de alta.

Na comparação com abril de 2025, a produção industrial nacional cresceu 2,7%, com expansão em 12 dos 18 locais pesquisados. Espírito Santo avançou 32,9% e Rio de Janeiro subiu 10,1%, liderando as altas anuais.

No Espírito Santo, a indústria foi impulsionada por petróleo, minério de ferro e gás natural. No Rio de Janeiro, além das extrativas de petróleo e gás, também pesou a produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.

Juros ainda limitam a indústria de transformação

O IBGE avalia que a política monetária restritiva continua pressionando a indústria, especialmente a transformação e sua cadeia produtiva. Juros altos reduzem investimentos e dificultam uma reação mais forte em segmentos dependentes de crédito.

Por outro lado, o mercado de trabalho mais aquecido, com menor desocupação e aumento da massa salarial, tende a gerar efeitos positivos sobre a produção. Essa combinação ajuda a explicar a melhora parcial observada em abril.

A indústria extrativa, por suas características próprias, tem conseguido mitigar parte dos efeitos negativos que pesam sobre outros ramos industriais.

Acumulado do ano segue positivo no país

No acumulado de 2026, a produção industrial brasileira avança 1,7%. Dez dos 18 locais pesquisados acumulam crescimento, com destaque para Espírito Santo, que sobe 25,3%, e Pernambuco, com alta de 19,7%.

Também crescem acima da média nacional Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Região Nordeste e Minas Gerais. Goiás e Pará completam o grupo de acumulados positivos.

Entre os resultados negativos no ano, aparecem Rio Grande do Norte, Bahia, Maranhão, Ceará, Amazonas, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. A próxima divulgação da PIM Regional, referente a maio, está prevista para 10 de julho.

Fonte: Construa Negócios