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Gastos da dívida pública reacende debate sobre o impacto da Selic nas contas da União

O diagnóstico de que as despesas governamentais são as únicas responsáveis pelo desequilíbrio das contas nacionais tem sido alvo de questionamentos por parte de pesquisadores. Ao invés de centralizar a culpa no custeio da máquina pública e na manutenção de serviços básicos, uma corrente de especialistas aponta que o real entrave para a saúde financeira do país reside nos encargos embutidos na dívida do Estado.

Os números recentes ilustram a magnitude desse passivo: no período de um ano encerrado em março, os pagamentos atrelados aos juros superaram a casa de um trilhão de reais. Esse montante representa uma fatia considerável das riquezas produzidas internamente, desviando recursos que poderiam ser aplicados em áreas produtivas e de assistência social para a remuneração do sistema financeiro.

Divergências sobre a política monetária

O Banco Central tem adotado uma postura voltada para o enxugamento dos gastos primários como mecanismo para tentar conter o ritmo inflacionário e abrir espaço para cortes na Selic. No entanto, acadêmicos argumentam que a lógica de “apertar os cintos” do Estado afeta diretamente a parcela mais vulnerável da população, que depende de investimentos contínuos em saúde, educação e segurança pública.

Para esses analistas, o combate à inflação não deve se restringir à limitação da demanda via juros altos, que encarecem o crédito e dificultam a expansão do mercado. Eles sugerem que o estímulo à capacidade produtiva seria uma alternativa mais sustentável a longo prazo, permitindo estabilizar os preços por meio do aumento da oferta, sem penalizar os investimentos públicos necessários ao desenvolvimento social.

Fonte: Construa Negócios