O mercado de fusões e aquisições na infraestrutura brasileira encontrou um novo ponto de sustentação. Enquanto o volume financeiro geral apresentou retração no primeiro semestre de 2026, as movimentações estratégicas nos setores portuário e aeroportuário garantiram o fôlego necessário para manter o segmento aquecido.
De acordo com o mais recente balanço trimestral do setor, o volume de negócios alcançou a marca de R$ 8,1 bilhões nos seis primeiros meses do ano. O destaque principal ficou por conta de operações de grande porte envolvendo players internacionais. A aquisição da Corredor Logística e Infraestrutura (CLI) pela Abu Dhabi Ports, avaliada em cerca de R$ 2,5 bilhões, evidenciou o forte apetite estrangeiro por ativos estratégicos no Brasil.
O papel da logística no cenário econômico
Embora o número total de transações tenha recuado para 23 operações — uma queda expressiva frente às 37 negociações do mesmo período do ano passado —, a qualidade e o porte dos acordos portuários compensaram a retração observada em outras áreas. A redução no ritmo de concessões rodoviárias foi o principal fator para a queda geral de 11,9% no volume financeiro, mas os ativos de logística continuaram atraindo o olhar atento de investidores institucionais.
Fundos de private equity e o futuro das concessões
Dos negócios firmados, os fundos de private equity e venture capital estiveram presentes em cinco operações. O cenário indica que, para o segundo semestre, o mercado aguarda uma retomada nos editais de rodovias e infraestrutura social para equilibrar a balança, enquanto os portos seguem como a principal vitrine para a atração de capital externo.