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Setor de alumínio cresce faturamento, mas perde força comercial

Os números contábeis da indústria do alumínio podem parecer bastante sedutores à primeira vista, mas escondem um desafio que tem tirado o sono dos fabricantes. As usinas brasileiras fecharam o calendário com uma forte aceleração financeira, batendo o expressivo patamar de R$ 168 bilhões em faturamento, amparados pela demanda robusta da construção civil e do segmento de embalagens.

No entanto, a euforia dos bilhões movimentados é ofuscada por uma balança comercial cada vez mais desequilibrada.

O volume impressionante de vendas não reflete necessariamente uma vitória absoluta da produção nacional, que vem perdendo espaço gradativamente nas prateleiras e nos canteiros de obra do país.

Dados recentes do setor revelam que as opções estrangeiras nunca estiveram tão presentes no cotidiano brasileiro.

Seja por meio de insumos básicos para a extrusão ou por produtos já semiacabados, os carregamentos que desembarcam nos portos locais estão abocanhando fatias preciosas que tradicionalmente pertenciam às siderúrgicas domésticas.

Competitividade em xeque

O calcanhar de aquiles para os empresários nacionais continua sendo o chamado custo-Brasil. A tributação encadeada e o custo energético altíssimo transformam a produção do metal leve em um verdadeiro desafio de sobrevivência, tornando os itens brasileiros substancialmente mais caros que as opções que chegam, principalmente, da Ásia.

Se as regras do jogo e a proteção alfandegária não passarem por uma revisão de emergência, os ganhos robustos de faturamento apresentados neste ano poderão não se sustentar.

A liderança das usinas teme que a consolidação da dependência externa inviabilize novos investimentos na infraestrutura de produção interna nos próximos calendários.

Fonte: Construa Negócios