Telefone

(85) ‎99614-7713

Av. 13 de Maio, 1096 SL 505 A - Fátima

Fortaleza CE – CEP 60.040-530

E-mail

contato@sindileqce.org.br

Máquinas agrícolas enfrentam tarifa de 37,5% nos EUA

Um dos motores vitais das exportações da indústria de base nacional sofreu um baque severo devido a uma escalada repentina na tributação norte-americana. As autoridades de Washington D.C. aprovaram taxações punitivas em efeito cascata que, ao se acumularem, atingem assombrosos 37,5% de carga para os produtos do setor de máquinas agrícolas exportados pelo Brasil.

A bomba tributária foi moldada por duas frentes de ação distintas e recém-ativadas. A primeira é um acréscimo tarifário de 25% ancorado na Seção 301, que alega práticas desleais de comércio. Não bastasse a primeira pesada ancoragem, o governo americano adicionou uma taxa suplementar de 12,5%, atrelada a supostas restrições na cadeia de trabalho, que enforcou totalmente a margem de negociação dos fabricantes brasileiros de tratores, plantadeiras e colheitadeiras pesadas.

Efeito cascata na cadeia produtiva

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já alertou sobre o volume absurdo de mercadorias na mira dessa manobra. Aproximadamente quatro mil tipos de produtos da pauta nacional de exportação estão na zona de impacto. Para os gestores das fábricas de implementos agrícolas, absorver mais de trinta por cento de impostos novos inviabiliza a assinatura de qualquer contrato concorrencial nos Estados Unidos, que até então despontavam como parceiros estratégicos.

As entidades empresariais, como a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), sinalizam pânico quanto ao futuro de linhas de montagem inteiras voltadas à demanda externa, temendo paralisações e quebra de cadeias de suplementos locais.

Impasse geopolítico em aberto

Brasília respondeu classificando a nova onda de encargos como descabida e ilegítima. Nos corredores da diplomacia comercial (MDIC), a hipótese de retaliar o revés com as ferramentas legais de reciprocidade tem ganhado ecos, sugerindo a sobretaxação reversa aos estadunidenses. Contudo, essa estratégia preocupa as fábricas.

Envolver-se em uma retaliação prolongada pode cristalizar as tarifas atuais, jogando no chão os lucros das exportadoras brasileiras pelos próximos anos. Para o setor de máquinas agrícolas, o momento exige cautela extrema e uma intervenção ágil para que o aço fabricado no Brasil volte a arar, livremente, o solo exterior.

Fonte: Construa Negócios