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IPCA-15 cai 0,46% em agosto e fica abaixo da meta

Três segmentos da economia puxaram os preços para baixo em agosto e garantiram à prévia da inflação o segundo resultado negativo em pouco mais de um ano: habitação, transportes e alimentação e bebidas. O IPCA-15, indicador que o IBGE utiliza como antecedente do índice oficial de inflação, registrou queda de 0,46 ponto percentual em relação ao que havia sido medido em julho, quando a taxa havia subido 0,06%.

O principal responsável pela deflação foi o setor de habitação, com recuo de 1,41%. A força dessa queda está diretamente ligada à energia elétrica residencial: o bônus de Itaipu, que incide nas contas de agosto, somou R$ 1,85 a cada 100 kWh, mesmo com a bandeira amarela ainda em vigor. O efeito sobre o bolso do consumidor foi imediato e amplificou a queda do índice.

Na alimentação e bebidas, a deflação chegou a 0,57%, impulsionada principalmente por produtos frescos. O tomate registrou a queda mais expressiva: mais de 27%. A batata recuou 25%, a cenoura 17% e o café moído perdeu 2,31% de seu valor. Em sentido contrário, o leite subiu 3,41% e as frutas, 3,11%, segurando parte do alívio que poderia ter sido ainda maior.

Em São Paulo, os efeitos foram mais contidos. A capital paulista registrou a menor deflação entre todas as 11 regiões pesquisadas, com queda de apenas 0,06%. A baixa queda no preço do leite e os custos de conserto de veículos contribuíram para segurar o recuo. No extremo oposto, Curitiba teve a maior deflação, de 0,82%, influenciada pelo barateamento das passagens aéreas.

Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% no ano e de 4,24% nos últimos 12 meses — abaixo dos 4,52% registrados no período anterior e dentro do teto da meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%. Em agosto de 2025, o índice havia ficado em -0,14%.

Fonte: Construa Negócios