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Faturamento da indústria de material de construção aponta estabilidade em fevereiro

O índice de faturamento deflacionado da indústria de material de construção registrou um modesto crescimento de 0,1% em fevereiro frente ao mês anterior (janeiro), segundo o cálculo com ajuste sazonal da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O levantamento foi divulgado de forma oficial pela entidade nesta segunda-feira (16 de março).

De forma prática, o resultado sugere que o setor está atravessando um cenário inicial de estabilidade fiscal neste começo de ano. A pequena variação positiva encoraja a visão de um provável processo reativo de recuperação econômica constante. Isso ocorre a despeito da comparação temporal mais ampla identificar uma queda retilínea de 6,9% nos lucros do mês de fevereiro em paralelo ao mesmo período de 2025.

Análises complementares sobre os fechamentos técnicos de janeiro revelam que todo o segmento ingressou no calendário produtivo de 2026 sofrendo pesados impactos residuais do ano corrente anterior. Ante ao fluxo de janeiro do ano passado, a soma desse faturamento deflacionado do maquinário industrial escoou agressivamente em 8,2%. O trunfo pontual, contudo, é que, perante dezembro e incorporando o crivo de correção sazonal do trimestre, houve um fôlego contábil de avanço de exato 1,0%.

Na ótica de Paulo Engler, presidente executivo na liderança da Abramat, não obstante os inevitáveis recuos em quadros interanuais – o que não difere de um reflexo normal de arrocho macroeconômico contemporâneo e do recrudescimento no fornecimento –, as metas recém-adquiridas de 2026 já transmitem a sensação firme de contenção de danos e pavimentam caminhos para a vitalidade estrutural futura. “Hoje nós ainda combatemos abertamente um patamar macro super desafiador, calcado especialmente nos duros juros fixados e em restrições imobiliárias estagnadas contra a livre construção civil”, pontua o gestor.

Para Engler, a contrapartida das restrições passa pelos indicativos positivos coletados em faturamentos correntes locais. Ele confia plenamente em sua argumentação de que as retrações cautelosas estabelecidas sobre a taxa da Selic a médio e longo prazo vão assegurar à atividade construtiva de base um restabelecimento sistêmico.

O executivo acrescenta um parêntese cautelar essencial focado ao panorama macro. Ele salienta com contundência os perigos imprevisíveis do mercado internacional e seu atrito constante contra a tranquilidade de balcão interna. “O ambiente, mesmo acenando com viés mais tranquilo, suscita reservas profundas. Temos que elencar e ponderar agravamentos nos conflitos armados pelo lado oriental, envolvendo diretamente Irã, com efeito inflacionário instantâneo nos combustíveis e na economia que escoa globalmente.”

Contudo, absorvendo o otimismo prático à margem do balanço estagnado da indústria de materiais construtivos (a matcon nacional), os dados apurados oficialmente deixam inalterado o roteiro otimista interno. A projeção central consolidada sustenta a cifra formalizada de 1,9% projetada na média global do faturamento deflacionado local dentro do recorte até o último dia de 2026. A confiança deriva estritamente do destravamento contínuo das esteiras de aval concessório em cartões das linhas bancárias governamentais habitacionais, que servem perenemente ao pilar estrutural habitário ao longo de todo o Brasil.

Fonte: Construa Negócios