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Mão de obra encarece e puxa custo da construção em agosto

O custo com mão de obra na construção civil subiu 1,56% em agosto de 2026, quase o dobro do registrado em julho, quando havia ficado em 0,93%. Foi esse avanço expressivo no grupo de trabalhadores que puxou o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) de 0,62% para 0,85% no período, segundo dados divulgados pelo FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (27).

Materiais desaceleram, serviços avançam levemente

Enquanto a mão de obra pressionou o índice para cima, o comportamento dos demais grupos seguiu direção contrária. O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,33%, abaixo dos 0,40% de julho. Dentro da categoria, os materiais para acabamento tiveram uma perda de ritmo marcante: passaram de 0,73% no mês anterior para apenas 0,13% em agosto.

Já o grupo de serviços acelerou levemente, saindo de 0,25% para 0,33%, influenciado principalmente pelo item “aluguel de máquinas e equipamentos”, que ficou mais caro durante o período de coleta.

Acumulado anual ainda menor que o de 2025

Apesar da aceleração mensal, o cenário de 12 meses apresenta uma leitura mais favorável. O INCC-M acumula alta de 6,56% nos últimos 12 meses — um patamar ainda abaixo dos 7,49% registrados no mesmo período de 2025. O índice reflete a coleta de preços realizada entre 21 de julho e 20 de agosto de 2026.

O INCC-M é um dos principais indicadores para o setor da construção civil, frequentemente utilizado em contratos de compra e venda de imóveis na planta. Variações acima do esperado no índice podem impactar o valor final dos imóveis financiados e afetar o custo de execução de obras em andamento.

Fonte: Construa Negócios