O varejo e a indústria de materiais de construção enfrentam um balde de água fria nas expectativas para o fechamento do ano. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) decidiu rever oficialmente suas estimativas de crescimento para 2026, reduzindo a meta projetada de expansão de 2,0% para um índice mais contido de 1,5%.
O reajuste para baixo reflete a leitura cautelosa dos empresários diante do atual cenário macroeconômico brasileiro. O elevado patamar da taxa Selic tem exercido uma forte pressão sobre as famílias e empresas, encarecendo drasticamente as linhas de crédito disponíveis para financiamentos imobiliários e para as tradicionais reformas domésticas.
De acordo com especialistas da entidade, a lentidão na liberação de recursos e o alto risco de inadimplência travam as intenções de consumo na ponta do balcão. Esse movimento obriga as grandes fábricas de cimento, aço e revestimentos a recalibrar suas linhas de produção, evitando estoques encalhados enquanto aguardam um ambiente de negócios mais favorável.