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Infraestrutura coloca Ceará entre maiores canteiros do país

A construção civil cearense entrou no grupo dos dez maiores mercados do país em valor de incorporações, obras e serviços. Em 2024, o estado movimentou R$ 13,6 bilhões, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, do IBGE.

O resultado colocou o Ceará na 10ª posição nacional e na 2ª colocação do Nordeste, atrás apenas da Bahia, que registrou R$ 25,9 bilhões. Dentro da região, o estado respondeu por 16,3% dos R$ 83,3 bilhões contabilizados no setor.

Onde o Ceará aparece no ranking

  • Valor em obras e serviços: R$ 13,6 bilhões.
  • Participação no Nordeste: 16,3%.
  • Participação no Brasil: 2,9%.
  • Empresas no setor: 1,7 mil.
  • Pessoas ocupadas: 61,6 mil.

O desempenho é explicado por uma base diversificada. O mercado imobiliário segue ativo na Região Metropolitana de Fortaleza, enquanto obras de infraestrutura concentram volumes expressivos de investimento.

Projetos estruturantes puxam recursos

Logística, transporte, segurança hídrica, energia, saneamento, mobilidade urbana e expansão do Complexo do Pecém aparecem entre os principais vetores de obras no estado.

A Ferrovia Transnordestina é apontada como um dos maiores eixos de investimento. Também entram nessa conta o Cinturão das Águas, projetos de energias renováveis e iniciativas relacionadas ao hidrogênio verde e à expansão industrial.

Essa combinação ajuda a explicar por que a infraestrutura movimenta mais recursos, mesmo quando a construção de edifícios reúne mais trabalhadores no dia a dia.

Edifícios sustentam emprego e salários

Na leitura por pessoal ocupado, o destaque fica com a construção de edifícios. O segmento exige equipes em várias etapas da obra, da fundação ao acabamento, e mantém uma base relevante de empreendimentos residenciais, comerciais e mistos em execução simultânea.

A média salarial também se sobressai. O Ceará registra remuneração média de 1,9 salário mínimo na construção, cerca de R$ 3 mil, ocupando a 6ª posição nacional e a 1ª do Nordeste, empatado com Maranhão e Bahia.

Para especialistas, obras mais complexas, empresas organizadas e a necessidade de reter profissionais qualificados contribuem para elevar o padrão de remuneração e reforçar o papel econômico da construção civil cearense.

Fonte: Construa Negócios