O mercado de trabalho cearense alcançou um marco inédito no encerramento de 2025. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20/02), revelam que a taxa de desocupação no Ceará recuou para 5%.
Com esse resultado referente ao quarto trimestre, o estado consolidou-se com o menor índice de desemprego de toda a região Nordeste, ocupando a 13ª posição no ranking nacional. O avanço econômico local tem sido sustentado pelo bom desempenho de setores estratégicos, com destaque para a construção civil, a indústria, o comércio, além das áreas de turismo, hotelaria, bares e restaurantes.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), utilizou suas redes sociais para celebrar o indicador. Para o gestor estadual, o aquecimento do mercado reflete diretamente a aplicação de políticas públicas focadas em educação e capacitação profissional.
Na avaliação de Freitas, os incentivos para a instalação de novas empresas e o fomento ao empreendedorismo foram determinantes para o declínio da desocupação. “É a atração de empresas, apoio ao empreendedor, qualificação profissional e investimento forte em educação. Mais gente trabalhando, renda circulando e o Ceará avançando”, declarou o governador.
No panorama nacional, Santa Catarina segue na liderança isolada com a menor proporção de desempregados, registrando apenas 2,2%. O Ceará, por sua vez, integra um grupo restrito de unidades da federação que apresentaram queda no volume de desocupados nesta última medição, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba e do Distrito Federal.
O levantamento do IBGE tem como base a População Economicamente Ativa (PEA). Esse grupo abrange indivíduos em idade laborativa — a partir dos 14 anos na condição de jovem aprendiz, ou 16 anos para os demais formatos — que estão inseridos no mercado (seja com carteira assinada ou por conta própria) ou que buscam ativamente uma oportunidade de trabalho.
A pesquisa também trouxe um raio-x do cenário de desemprego de longo prazo no Brasil. No último trimestre de 2025, o contingente de brasileiros à procura de uma vaga há mais de dois anos caiu para 1,1 milhão. O número representa uma retração expressiva de 19,6% quando comparado ao mesmo período de 2024, que contabilizava 1,3 milhão de pessoas nessa situação.
A demografia e a escolaridade continuam ditando as oportunidades. Em âmbito nacional, a desocupação encerrou 2025 afetando 6,2% das mulheres e 4,2% dos homens. O impacto da formação acadêmica também é evidente: enquanto o desemprego atinge 8,7% da população sem o ensino médio completo, a taxa despenca para apenas 2,7% entre os profissionais que possuem ensino superior concluído.