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Materiais de construção mantém faturamento estável, apesar de recuo

A indústria de materiais de construção fechou julho com faturamento estável em relação ao mesmo mês de 2025, mas registrou recuo de 1,0% frente a junho nos dados dessazonalizados. No acumulado de janeiro a julho, o faturamento deflacionado do setor acumula queda de 2,7% ante o mesmo período do ano anterior. Os números integram a primeira edição do Pulso Abramat, novo relatório mensal da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Acabamentos puxam as perdas; materiais básicos também recuam

Entre os segmentos, os materiais de acabamento registram queda de 3,2% no acumulado — a maior retração entre os grupos monitorados. Os materiais básicos apresentam recuo de 2,4% no mesmo período. A Abramat projeta redução gradual dessas perdas ao longo dos próximos meses, sustentada por dois programas que ganham tração no segundo semestre: Minha Casa, Minha Vida e Reforma Casa Brasil.

Reforma Casa Brasil acelera contratações

O Programa Reforma Casa Brasil, após revisão de suas condições, apresentou evolução significativa: a média de contratações em junho e julho mais do que dobrou em relação à média dos cinco primeiros meses do ano. São Paulo, Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o volume de contratações, com expectativa de que o avanço se reflita nas revendas nos próximos meses.

Empresas sinalizam melhora para agosto

A sondagem de percepção realizada com as empresas do setor aponta melhora nas expectativas para agosto. Em julho, 47% das companhias avaliaram o desempenho das vendas como regular, 31% como ruim ou muito ruim e 21% como bom ou muito bom. Para agosto, 53% projetam desempenho regular e 32% esperam resultado bom ou muito bom — reduzindo para 16% a parcela que antecipa resultado ruim.

“O resultado de julho reforça que, embora lenta e não linear, a melhora observada mês a mês deve continuar no segundo semestre, reduzindo as perdas em relação a 2025”, avaliou Mauro Franco, presidente executivo da Abramat. A entidade mantém projeção de crescimento de 0,5% para o setor ao longo de 2026, condicionada ao desempenho da infraestrutura e dos programas habitacionais.

Fonte: Construa Negócios