Telefone

(85) 99738-2890

Av. 13 de Maio, 1096 SL 505 A - Fátima

Fortaleza CE – CEP 60.040-530

E-mail

contato@sindileqce.org.br

Locação de equipamentos ganha protagonismo na construção civil

Tradicionalmente associada ao alto consumo de recursos naturais e à intensa geração de resíduos, a construção civil vem acelerando a adoção de práticas mais alinhadas à sustentabilidade. Entre as estratégias que ganham força nesse processo estão a locação e a reutilização de equipamentos, modelos que contribuem para a redução de impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida das obras.

Ao permitir o uso contínuo dos mesmos ativos em diferentes projetos, o aluguel de equipamentos reduz a necessidade de extração de matérias-primas, otimiza o aproveitamento de recursos e diminui as emissões associadas à fabricação de novos produtos. Essa mudança de mentalidade acompanha uma tendência global já consolidada em mercados mais maduros.

Dados da Mordor Intelligence indicam que o mercado mundial de aluguel de equipamentos para a construção civil alcançou USD 141,42 bilhões em 2025, com expectativa de crescimento para USD 179,21 bilhões até 2030. Embora fatores financeiros e operacionais expliquem parte dessa expansão, os ganhos ambientais têm papel cada vez mais relevante na decisão das empresas.

O modelo de locação favorece a reutilização em larga escala, fazendo com que os equipamentos circulem por múltiplos empreendimentos ao longo do tempo. Isso reduz a demanda por novos processos industriais, diminui o consumo energético e contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa associadas à produção.

Economia circular avança nos canteiros de obras

Do ponto de vista ambiental, a reutilização está diretamente ligada aos princípios da economia circular, conceito cada vez mais presente nas estratégias ESG do setor da construção. Ao priorizar equipamentos duráveis e reutilizáveis, construtoras conseguem reduzir significativamente o volume de resíduos descartados ao final das obras e minimizar o uso de materiais de curta vida útil, como sistemas descartáveis à base de madeira.

Empresas especializadas em locação ocupam posição estratégica nesse movimento, ao oferecer soluções projetadas para múltiplos ciclos de uso. Um exemplo é a SH, companhia brasileira com 56 anos de atuação, que fornece sistemas de fôrmas, andaimes e escoramentos metálicos para locação. Seus equipamentos utilizam alumínio e aço — materiais reconhecidos pela alta durabilidade, elevado índice de reutilização e grande potencial de reciclagem ao final da vida útil.

Segundo Luis Claudio Monteiro, COO da SH, pensar sustentabilidade na construção exige uma análise completa do ciclo dos materiais. Para ele, a locação de equipamentos reutilizáveis representa uma alternativa prática para reduzir desperdícios, racionalizar recursos e tornar os canteiros mais eficientes sob a ótica ambiental. Na empresa, esse compromisso está presente desde os primeiros anos de atuação e se consolidou como um dos pilares estratégicos.

Alumínio e aço reforçam eficiência ambiental

Além de diminuir a demanda por madeira, o uso de sistemas metálicos reutilizáveis contribui para canteiros mais organizados e limpos, com menor geração de resíduos sólidos. Esse fator ganha ainda mais relevância diante dos desafios enfrentados pelo país na gestão de resíduos da construção.

De acordo com a Pesquisa Setorial da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), o Brasil gera cerca de 106 bilhões de toneladas de resíduos, dos quais apenas entre 20% e 25% são efetivamente reciclados. Nesse cenário, a adoção de equipamentos de alumínio e aço está alinhada às exigências ambientais crescentes em obras públicas e privadas, especialmente em projetos de médio e grande porte.

Monteiro destaca que os números evidenciam um paradoxo do setor: enquanto a construção civil avança em inovação e produtividade, ainda recicla apenas uma fração dos resíduos gerados. Optar por sistemas metálicos reutilizáveis, segundo ele, vai além de uma escolha técnica ou econômica, representando uma decisão com impacto ambiental direto.

O alumínio, por exemplo, é 100% reciclável sem perda de propriedades mecânicas. Dados do International Aluminium Institute apontam que cerca de 75% de todo o alumínio já produzido no mundo ainda está em uso. Além disso, a reciclagem do material consome apenas cerca de 5% da energia necessária para produzir o metal primário, o que pode representar uma redução de até 95% nas emissões de CO₂ no processo produtivo.

Sustentabilidade e eficiência como vetores do futuro

Relatórios de mercado indicam que o avanço da locação de equipamentos está diretamente associado à busca por maior eficiência operacional com menor impacto ambiental. O compartilhamento de ativos entre diferentes obras reduz a necessidade de produção em larga escala, evita estoques ociosos e melhora o uso dos recursos ao longo do tempo.

Para Monteiro, esse modelo representa uma mudança estrutural na construção civil, que passa a integrar a sustentabilidade a um sistema mais eficiente, responsável e alinhado às demandas ambientais atuais. Segundo ele, a tendência é que a locação de equipamentos reutilizáveis continue ganhando espaço como parte essencial da transformação do setor.

Fonte: Construa Negócios