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Indústria mantém apetite por investimentos em 2026, revela pesquisa da CNI

O setor industrial brasileiro segue disposto a investir em 2026, apesar das incertezas macroeconômicas. De acordo com levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 56% dos empresários do segmento planejam realizar aportes financeiros ao longo deste ano, sinalizando que a confiança no crescimento permanece ativa entre boa parte dos industriais.

Projetos existentes concentram a maior fatia dos recursos

Entre as empresas que pretendem investir, a continuidade de projetos já em andamento absorve a parcela mais expressiva dos recursos. Segundo os dados da pesquisa, 62% dos investimentos planejados serão destinados a iniciativas existentes, enquanto 31% devem contemplar novos empreendimentos. O cenário evidencia uma postura mais conservadora, com foco na consolidação do que já está em curso.

Parcela relevante da indústria ainda demonstra cautela

Na contramão da disposição majoritária, 23% dos empresários entrevistados afirmaram que não pretendem investir em 2026. Dentro desse grupo, 38% informaram que já adiaram ou cancelaram projetos que estavam em desenvolvimento. Adicionalmente, 21% dos industriais permanecem indecisos quanto a eventuais aportes.

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o volume de investimentos ainda está aquém do necessário para sustentar o crescimento industrial. “O percentual ainda elevado de empresas que não pretendem investir ou têm incertezas com relação a isso, reflexo do cenário mais difícil da indústria no ano passado, mostra que ainda há espaço para maior investimento”, avaliou o executivo.

Desempenho de 2025 revela execução parcial dos planos

Os dados relativos a 2025 indicam que 72% das indústrias de transformação efetivamente realizaram investimentos. Contudo, a execução integral dos planos originais ocorreu em apenas 36% dos casos. Outros 29% cumpriram os investimentos de maneira parcial, e uma fatia menor precisou adiar ou cancelar completamente os aportes previstos.

Segundo Marcelo Azevedo, o início de 2025 foi marcado por um cenário mais otimista, sustentado pelo bom desempenho do ano anterior. No entanto, a escalada das taxas de juros e mudanças no panorama econômico externo acabaram erodindo a confiança dos empresários ao longo dos meses seguintes.

Capital próprio continua sendo a principal fonte de financiamento

No campo do financiamento, o padrão de anos anteriores tende a se repetir. Para 2026, 62% das empresas industriais planejam utilizar recursos próprios como fonte principal de investimento, enquanto 28% devem recorrer a crédito junto a instituições financeiras. Os 11% restantes não souberam informar a origem dos recursos.

Esse comportamento replica o observado em 2025, quando o capital próprio também respondeu por 62% do total investido. Entre as fontes externas, bancos comerciais privados representaram 9%, e os bancos de desenvolvimento, 5%.

“Com uma taxa de juros tão elevada como nesse ano, fica muito custoso para as empresas buscarem recursos em outras fontes, como bancos comerciais. Há uma intenção, mas é reduzida por conta desses custos e muitas vezes por dificuldades inerentes à busca de crédito, como exigências de garantias”, explicou o gerente da CNI.

Melhoria de processos lidera os objetivos de investimento

Quanto às finalidades dos aportes, a melhoria dos processos produtivos aparece como prioridade absoluta, mencionada por 48% dos empresários. Na sequência, estão a ampliação da capacidade produtiva (34%), o lançamento de novos produtos (8%) e a adoção de novos processos produtivos (5%).

O mercado interno segue como destino prioritário para a esmagadora maioria das empresas. A pesquisa revela que 67% pretendem direcionar os investimentos ao Brasil, 24% devem equilibrar entre os mercados nacional e internacional, e apenas 4% possuem o exterior como alvo principal.

Fonte: Construa Negócios