Feriados devem gerar prejuízo de R$ 990 mil no Ceará, diz CNC

Setores de hiper e supermercado são os mais prejudicados com gastos extras para o funcionamento nos dias de folga

Os 15 feriados previstos no Ceará em 2020, dos quais sete devem ser prolongados, podem gerar um prejuízo de R$ 990 mil ao comércio do Estado, segundo projetou a Confederação Nacional do Comércio (CNC). A conta é feita a partir dos gastos a mais que os empresários têm para assegurar a operação nestas datas, o que não sobrepõe o lucro de alguns seguimentos durantes estes dias.

“Por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados, em virtude do fechamento das lojas ou da diminuição do fluxo de consumidores, o peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial acaba comprimindo as margens de operação do setor”, analisa o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes.

Além do Ceará, apenas Bahia e Pernambuco foram investigados no Nordeste, e o prejuízo estimado neles foi de R$ 890 mil e R$ 680 mil, respectivamente. Regionalmente, a pesquisa ainda indica que os Estados de São Paulo (R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 2,06 bilhões) e Paraná (R$ 1,42 bilhão) tendem a concentrar mais da metade das perdas estimadas (57%).

No País, a projeção de perdas no comércio pela CNC é de R$ 19,6 bilhões.

O relatório do estudo informa também que cada feriado reduz a rentabilidade mensal média do setor comercial como um todo em 8,4% (varejo e atacado).

“Entretanto, naquelas regiões ou ramos de atividade em que a relação folha/faturamento seja mais elevada, esse impacto tende a ser maior”, observa o texto.

Setores

Os hiper e supermercados estão entre os setores mais abalados pela ocorrência dos feriados, pelas contas da CNC. As perdas chegam a R$ 7,25 bilhões em todo o País. Em sequência vem Artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 3,03 bilhões), comércio atacadista, vestuário e calçados (R$ 2,44 bilhões) e comércio automotivo (R$ 1,18 bilhão).

“Juntos, os segmentos de hiper e supermercados, as lojas de utilidades domésticas e o ramo de vestuário e calçados respondem por mais da metade (56%) do emprego no varejo brasileiro. Não por acaso, as taxas de perdas mensais decorrentes de cada feriado nacional ultrapassam os dois dígitos nesses três segmentos (11,5%, 11,6% e 16,7%, respectivamente)”, atesta a pesquisa.

Fonte: revistaconstrua