Telefone

(85) 99738-2890

Av. 13 de Maio, 1096 SL 505 A - Fátima

Fortaleza CE – CEP 60.040-530

E-mail

contato@sindileqce.org.br

Construção civil encerra 2025 com saldo positivo de empregos

A indústria da construção civil registrou o fechamento de 104.077 postos de trabalho em dezembro em todo o país, o que representa uma retração de 3,41% na comparação com novembro. Apesar do resultado negativo no último mês do ano, o setor encerrou 2025 com desempenho positivo, acumulando a abertura líquida de 87.808 empregos formais, crescimento de 3,08% no período.

Os dados fazem parte do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego no dia 29 de janeiro. No conjunto da economia brasileira, o saldo entre admissões e desligamentos em dezembro foi negativo, com o fechamento de 618.163 vagas com carteira assinada.

De acordo com Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, o resultado de dezembro segue um padrão sazonal já conhecido pelo setor. Segundo ele, é comum que trabalhadores solicitem desligamento nesse período para retornar às cidades de origem, além da conclusão de obras que não são imediatamente substituídas por novos projetos no mesmo ritmo.

A construção civil foi o terceiro segmento que mais eliminou vagas no mês, ficando atrás do setor de serviços, que fechou 280.810 postos, e da indústria, com 135.087 demissões líquidas. O desempenho foi pior do que o do comércio, que encerrou 54.355 vagas, e da agropecuária, com redução de 43.836 empregos.

Dentro do setor de serviços, as atividades imobiliárias ligadas à incorporação registraram o fechamento de 1.042 postos de trabalho em dezembro, variação negativa de 0,50% frente a novembro. Ainda assim, o segmento acumulou saldo positivo de 6.874 vagas ao longo de 2025, alta de 3,43%.

Ao final de dezembro, a construção civil empregava 2.945.157 trabalhadores com carteira assinada no Brasil. No recorte estadual, São Paulo liderou as perdas no mês, com o fechamento de 21.953 vagas. Também apresentaram redução expressiva Minas Gerais (-15.304), Bahia (-7.114), Santa Catarina (-6.832), Paraná (-6.639), Pará (-6.557) e Mato Grosso (-6.129).

Fonte: Construa Negócios