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Mão de obra puxa o CUB paulista em maio

O CUB paulista voltou a ganhar força em maio e registrou a maior variação mensal de 2026 até agora. Segundo dados do SindusCon-SP, o Custo Unitário Básico global da construção no estado de São Paulo avançou 1,24% no mês.

Com esse resultado, o indicador acumula alta de 2,30% no ano e de 5,11% em 12 meses. A leitura reforça a pressão sobre os orçamentos das construtoras em um período no qual mão de obra, materiais e despesas administrativas subiram ao mesmo tempo.

CUB paulista reflete alta generalizada

O componente de mão de obra foi um dos principais vetores do avanço em maio, com elevação de 1,36%. No acumulado do ano, essa parcela subiu 1,76%, enquanto em 12 meses a alta chegou a 5,45%.

Os materiais de construção também contribuíram para o movimento. O grupo teve aumento de 1,04% no mês, acumulando 3,08% em 2026 e 4,55% nos últimos 12 meses. Já as despesas administrativas apresentaram a maior variação entre os componentes, com alta mensal de 1,81%.

Com a combinação desses fatores, o CUB representativo da construção paulista, no padrão R8-N, foi calculado em R$ 2.172,71 por metro quadrado em maio de 2026.

Desoneração mantém pressão nos custos

Nas obras enquadradas na desoneração da folha de pagamentos, o CUB também avançou 1,24% em maio. Nesse recorte, o indicador acumula alta de 4,16% no ano e de 6,97% em 12 meses.

O custo médio da construção paulista com desoneração atingiu R$ 2.099,86 por metro quadrado. Desse total, R$ 1.156,42 correspondem à mão de obra, R$ 883,30 aos materiais e R$ 60,14 às despesas administrativas.

Insumos superam inflação do mês

Entre os materiais analisados, algumas altas ficaram acima do IGP-M de maio, que foi de 0,84%. Os destaques mensais foram tinta látex branca PVA, com avanço de 2,85%; vidro liso transparente 4 mm com massa, com 2,59%; e alimentação tipo marmitex número 8, com 2,56%.

No recorte de 12 meses, a pressão aparece em itens usados em diferentes etapas da obra. Fio de cobre antichama isolado 750 V 2,5 mm² subiu 12,63%, cimento CPE-32 em saco de 50 kg avançou 11,74% e tubo PVC rígido para esgoto de 150 mm aumentou 10,81%.

Essas variações ficaram bem acima do IGP-M acumulado no mesmo período, de 1,95%, indicando que a inflação percebida no canteiro pode ser mais intensa do que a observada nos índices gerais.

Orçamentos exigem revisão constante

Para construtoras e incorporadoras, a aceleração do CUB paulista exige atenção a contratos, cronogramas de compra e formação de preço. Quando diferentes grupos de custo sobem simultaneamente, a margem para absorver reajustes diminui.

O indicador também funciona como referência para incorporações imobiliárias e acompanhamento de custos setoriais. Por isso, a alta de maio tende a pesar nas projeções para novos empreendimentos e nas negociações em andamento.

Fonte: Construa Negócios